Em março de 2020, no auge da pandemia de coronavírus, o Brasil precisou agir rápido para manter a assistência médica em funcionamento. A Portaria 467 do Ministério da Saúde autorizou, de forma emergencial, o uso da telemedicina.
O que parecia uma medida temporária tornou-se, cinco anos depois, uma ferramenta indispensável para médicos e pacientes. Hoje, 68% das instituições de saúde brasileiras já oferecem teleconsultas, de acordo com o Panorama das Clínicas e Hospitais 2025.
No campo da reprodução humana assistida, a telemedicina tem se mostrado um recurso poderoso para ampliar o acesso, agilizar diagnósticos, oferecer acolhimento e tornar mais acessíveis tratamentos como o congelamento de óvulos e embriões.
O que mudou em cinco anos de telemedicina?
De 2020 até hoje, os números mostram um crescimento exponencial:
- Mais de 10 milhões de atendimentos online realizados no Brasil;
- 3 milhões de teleconsultas em 2024, média de 270 mil por mês;
- Regulamentação definitiva pela Lei nº 14.510/2022 e pela Resolução CFM 2.314/2022, que trouxeram segurança técnica e ética para pacientes e médicos.
Na reprodução assistida, esse avanço significou uma aproximação real com mulheres de diferentes cidades, estados e até países, que passaram a ter acesso à orientação especializada mesmo à distância.
Por que a telemedicina é importante na reprodução assistida?
A jornada de quem busca tratamentos de fertilidade é longa e exige acompanhamento constante. A telemedicina se tornou uma aliada porque:
- Permite primeiras consultas com acolhimento, mesmo para quem não mora perto do consultório;
- Facilita o acompanhamento de resultados de exames sem necessidade de deslocamento;
- Oferece mais flexibilidade de horários, reduzindo faltas e atrasos;
- Ajuda a reduzir a ansiedade, já que o contato com o médico pode ser mais frequente.
Para pacientes que desejam fazer congelamento de óvulos ou o tratamento de infertilidade, em São Paulo, com a Dra. Paula Marin, mas moram em outra cidade, a teleconsulta é um primeiro passo essencial para avaliar o caso e planejar a melhor estratégia.
A primeira consulta por telemedicina
No primeiro encontro online, a paciente é acolhida e tem espaço para contar sua história. Alguns pontos que a Dra. Paula Marin avalia nessa etapa:
- Motivo da consulta: o porquê você busca o congelamento de óvulos ou o tratamento de infertilidade;
- História reprodutiva: se já tentou engravidar, planos futuros, maternidade solo ou em casal;
- Histórico médico: doenças, cirurgias, uso de medicamentos, alergias;
- Hábitos de vida: sono, alimentação, atividade física, tabagismo;
- Saúde ginecológica: padrão do ciclo menstrual, cólicas, métodos contraceptivos, antecedentes familiares.
Com base nessas informações, já é possível traçar um plano inicial e solicitar os primeiros exames.
Saiba como é a minha teleconsulta
Definindo a conduta do tratamento
Ao final da teleconsulta, a médica compartilha suas impressões e recomendações:
- Viabilidade e momento ideal para iniciar o congelamento de óvulos ou o tratamento de infertilidade;
- Orientações sobre a suspensão de anticoncepcionais ou ajuste de medicações;
- Prescrição de vitaminas ou suplementos que podem apoiar a saúde reprodutiva;
- Solicitação de exames essenciais: perfil hormonal, sorologias, ultrassonografia transvaginal e dosagem do hormônio antimulleriano (AMH).
Tudo é discutido com clareza, respeitando a história e os objetivos de cada mulher.
O retorno: alinhando os detalhes
Depois dos exames, o retorno pode ser presencial ou online:
- Presencial: inclui exame físico completo e ultrassonografia transvaginal para avaliar útero e ovários;
- Online: revisão dos exames, ajustes na conduta e definição da melhor estratégia para seguir.
Essa flexibilidade permite que cada paciente escolha o formato mais adequado à sua rotina.
Como acompanhar o tratamento à distância
Nem todas as pacientes podem permanecer em São Paulo durante todo o tratamento. Por isso, há diferentes opções de acompanhamento:
- Estadia em São Paulo durante todo o tratamento;
- Vinda apenas a partir da primeira ultrassonografia de controle;
- Tratamento à distância, com estadia em São Paulo somente no dia da aspiração folicular;
- Estadia apenas no dia da aspiração, se houver estrutura local para as etapas anteriores.
Assim, a paciente pode escolher a forma mais prática e viável para o seu caso.
Benefícios da telemedicina para pacientes em reprodução assistida
Além da conveniência, a telemedicina traz outros ganhos importantes:
- Acesso ampliado: mulheres de outras cidades e até de fora do país podem iniciar o tratamento sem barreiras geográficas;
- Continuidade do cuidado: consultas de acompanhamento são mais fáceis de agendar;
- Acolhimento emocional: a proximidade digital ajuda a reduzir medos e incertezas;
- Segurança da informação: todas as consultas seguem protocolos da LGPD, garantindo privacidade.
O futuro da telemedicina e da reprodução assistida
Nos próximos anos, a tendência é que o atendimento híbrido se consolide: parte presencial, parte online.
Com o avanço de ferramentas como inteligência artificial, prontuários inteligentes e interoperabilidade de dados, a expectativa é que as teleconsultas se tornem cada vez mais personalizadas, resolutivas e seguras.
No campo da fertilidade, isso significa mais informação, mais autonomia e mais acesso para mulheres que desejam planejar sua maternidade no tempo certo.
Quem é a Dra. Paula Marin
A Dra. Paula Marin é especialista em Reprodução Humana Assistida, sócia da Mater Prime, em São Paulo. Realiza teleconsultas desde 2021.
Combinando excelência científica e acolhimento humano, ela atua com foco em tratamentos como congelamento de óvulos, fertilização in vitro e preservação da fertilidade em pacientes oncológicas.
Sua prática clínica é guiada por três pilares:
- Capacidade técnica – atualização constante em evidências científicas;
- Cuidado – olhar empático e individualizado;
- Clareza – explicações simples, que ajudam cada paciente a compreender suas opções.
Conclusão
A telemedicina deixou de ser apenas uma solução emergencial e se tornou parte da rotina da saúde moderna.
Na reprodução assistida, ela representa um avanço real: possibilita que mulheres, independentemente de onde estejam, recebam orientação de qualidade, iniciem seu planejamento reprodutivo e façam escolhas seguras para o futuro da maternidade.
Seja presencial ou online, o mais importante é que cada paciente se sinta acolhida, informada e confiante em sua jornada.
Agende, agora, a sua teleconsulta.
Especialista em Reprodução Humana Assistida, meu objetivo é ajudar mulheres a realizarem o sonho da maternidade no tempo certo — seja agora ou no futuro. Mais do que protocolos, ofereço acolhimento, escuta e planos reprodutivos personalizados, com destaque para o congelamento de óvulos.
CRM-SP 129377 • RQE: 69162 • RQE: 691621


