Muito provavelmente, você passou por uma avaliação da sua fertilidade recentemente porque estava tentando engravidar ou congelar seus óvulos e foi surpreendida com o que ouviu do seu médico: baixa reserva ovariana.
Ouvir esse diagnóstico deixa a mulher angustiada, se perguntando se ainda poderá congelar seus óvulos ou se conseguirá engravidar. “Vamos começar pelo lado bom: uma baixa reserva ovariana ou uma reserva ovariana diminuída não significam o fim dos seus planos de formar uma família”, afirma Paula Marin, especialista em Reprodução Humana, sócia da Mater Prime.
“Mas você poderá congelar seus óvulos? Você poderá ter filhos? A resposta curta é sim para as duas perguntas. Você ainda poderá congelar seus óvulos, mas talvez não consiga congelar tantos quanto gostaria em apenas um ciclo de congelamento de óvulos. E sim, você poderá ter filhos. Talvez, não consiga engravidar de maneira natural, mas os tratamentos de reprodução assistida poderão ajudá-la a alcançar esse objetivo”, explica a médica.
Entendendo o diagnóstico
“A reserva ovariana refere-se ao potencial reprodutivo dos ovários de uma mulher com base no número e na qualidade dos seus óvulos. A reserva ovariana diminuída é a perda do potencial reprodutivo normal nos ovários devido à quantidade ou à qualidade inferior dos óvulos restantes”, diz Paula Marin.
O envelhecimento da mulher causa a maioria dos casos de diminuição da reserva ovariana, mas defeitos genéticos, tratamentos médicos agressivos que prejudicam o sistema reprodutivo (radioterapia para câncer), algumas cirurgias e lesões também podem causar o problema.
Mulheres diagnosticadas com reserva ovariana diminuída têm sucesso reduzido de conceber naturalmente ou por meio da fertilização in vitro (FIV). Além disso, as mulheres com o problema, muitas vezes, apresentam maior risco de aborto espontâneo ao conceberem por FIV com seus próprios óvulos devido à menor qualidade deles.
Tratando o problema
A reserva ovariana diminuída não apresenta sintomas na maioria das mulheres. Algumas podem observar um ciclo menstrual encurtado, de 28 a 25 dias.
Mas, na maioria dos casos, as mulheres descobrem que têm o problema após exames específicos. Isso inclui uma ultrassonografia transvaginal e avaliações hormonais para hormônio folículo estimulante (FSH), estradiol (uma forma de estrogênio) e hormônio antimülleriano (AMH).
Esses dois testes de nível hormonal, combinados com uma ultrassonografia transvaginal, podem detectar uma reserva ovariana diminuída com alto nível de certeza.
Nenhum tratamento pode retardar o envelhecimento ovariano e realmente prevenir a diminuição da reserva ovariana. No entanto, as mulheres com baixa reserva ovariana que desejam engravidar têm opções terapêuticas respaldadas nas tecnologias de reprodução assistida, podendo recorrer a:
- Congelamento de Óvulos : “quando uma mulher é diagnosticada com reserva ovariana diminuída, ela pode tomar uma atitude imediata e fazer a preservação da sua fertilidade. A preservação da fertilidade envolve congelar os óvulos para uso posterior”, explica;
- Fertilização in Vitro: a FIV é a opção de tratamento mais indicada para a baixa reserva ovariana por sua eficácia e taxa de sucesso. Esse tratamento de reprodução assistida não é indicado apenas para situações em que a mulher apresenta idade muito avançada;
- Fertilização in Vitro com Ovodoação: a ovodoação é uma alternativa que ajuda mulheres a realizarem o sonho da gravidez através da adoção de óvulos jovens de outra paciente. É uma opção no caso de mulheres com baixa reserva ovariana causada por idade avançada, falência ovariana precoce, tratamentos oncológicos e doenças genéticas.
Mulheres que optaram por não engravidar e se deparam com o diagnóstico de baixa reserva ovariana também precisam buscar tratamento. O ginecologista deve acompanhar o processo de menopausa precoce, oferecendo suporte para os sintomas mais desagradáveis desta etapa.
Descobriu que tem baixa reserva ovariana e está cheia de dúvidas? Você não está sozinha e ainda é possível realizar seu sonho de ser mãe. Marque uma consulta e entenda quais opções de tratamento mais se encaixam na sua realidade. Agir agora pode fazer toda a diferença no seu futuro.
Especialista em Reprodução Humana Assistida, meu objetivo é ajudar mulheres a realizarem o sonho da maternidade no tempo certo — seja agora ou no futuro. Mais do que protocolos, ofereço acolhimento, escuta e planos reprodutivos personalizados, com destaque para o congelamento de óvulos.
CRM-SP 129377 • RQE: 69162 • RQE: 691621


