Essa resposta pode ser dada por dentro de dois pontos de vista: da biologia humana ou do ponto de vista psicológico/socioeconômico. Do ponto de vista biológico, quanto antes, melhor.
Com o passar dos anos, a mulher vai tendo sua reserva ovariana comprometida quantitativa e qualitativamente. Ou seja, o estoque com o qual ela nasceu vai se esgotando e, ainda pior, os óvulos vão perdendo qualidade ao longo dos anos. Portanto, seria mais seguro e mais coerente com a biologia humana que tentássemos engravidar idealmente antes dos 30 anos, mas pelo menos antes dos 35 anos. Mas por razões psicológicas, sociais e/ou econômicas, muitas vezes não conseguimos seguir nosso relógio biológico.
Nascemos e somos inseridas em modelos de sociedade que foram evoluindo ao longo dos anos. A mulher, que antes ficava dentro de casa, ocupando os papéis de esposa, dona-de-casa e mãe, agora também assumiu outras funções. Ela caiu no mercado de trabalho e conquistou seu espaço. Ela cresceu ouvindo que deve ter carreira, independência financeira, objetivos próprios. O momento em que seu relógio biológico vai começar a sinalizar atenção muitas vezes acaba coincidindo justamente com o momento em que a mulher está em ascensão na carreira, ou ainda instável emocional e/ou financeiramente, ou dedicada a seus próprios interesses. Nessa idade ela ainda pode estar sem parceiro.
Outras vezes, ela não se sente pronta para mudar de vida, pronta para ter filhos, e nem sabe o que é estar pronta. Ela quer curtir mais sua liberdade, sua vida independente. Ela ainda pode querer esperar ter mais estabilidade financeira para poder dar uma melhor educação para os filhos. Enfim, os motivos são vários e, cada vez mais as mulheres têm postergado a maternidade. Resumo da história, cada um vai escolher o caminho que mais for condizente com seus interesses e objetivos de vida. Mas o que considero de extrema importância é tomar a decisão embasada. A mulher tem que conhecer seu corpo, saber que seu relógio biológico vai terminar a contagem regressiva em algum momento e a partir de então pode ser tarde demais. Fazer seu planejamento reprodutivo é fundamental.