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Você provavelmente não sonhou em fazer fertilização in vitro.

A maioria das mulheres e casais imagina que a gravidez acontecerá de forma espontânea.
E quando isso não acontece, surgem dúvidas, medo, ansiedade e muitas vezes, culpa.

A FIV não é a primeira etapa da jornada reprodutiva. Ela costuma ser indicada quando já existe uma dificuldade identificada ou quando outras estratégias não funcionaram.

Mas, ao contrário do que muitas pessoas pensam, a FIV não é um “último recurso desesperado”. Ela é uma ferramenta estruturada, planejada e segura dentro da reprodução humana assistida. E entender como funciona essa jornada reduz a insegurança.

Vamos entender esse processo agora!

O que é fertilização in vitro (FIV)?

A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução assistida em que os óvulos e os espermatozoides são unidos em laboratório para que a fertilização aconteça fora do corpo. Os embriões formados podem ser transferidos para o útero, onde podem se implantar e evoluir para gestação.

Hoje, a FIV é utilizada para tratar diferentes causas de infertilidade, como:

  • Trompas obstruídas ou ausentes;
  • Endometriose;
  • Infertilidade masculina;
  • Baixa reserva ovariana;
  • Infertilidade sem causa aparente;
  • Casais homoafetivos;
  • Mulheres que desejam maternidade solo.

 

Mas antes de falar da técnica, é importante entender como acontece a concepção natural.

Como funciona a concepção natural?

Em um ciclo natural:

  • O cérebro libera hormônios que estimulam o ovário;
  • Um folículo cresce e amadurece um óvulo;
  • Ocorre a ovulação;
  • O espermatozoide encontra o óvulo na trompa;
  • O embrião se forma e migra até o útero.

A FIV replica esse processo em ambiente controlado. Quando há um obstáculo em alguma dessas etapas — seja na qualidade do óvulo, no sêmen, nas trompas ou na implantação — a FIV pode ajudar.

Como é a jornada do paciente na FIV?

A jornada da fertilização in vitro pode ser dividida em dois momentos: a formação do embrião, que dura não mais que 20 dias; e a transferência desse embrião para o útero, que geralmente acontece no mês seguinte à aspiração dos óvulos.

De forma resumida, ao todo, o processo dura 50-60 dias. Mas emocionalmente, ela começa muito antes.

  1. Avaliação e planejamento individualizado

Tudo começa na consulta com o especialista em Reprodução Humana Assistida.

Aqui avaliamos:

  • Histórico médico;
  • Histórico reprodutivo;
  • Cirurgias anteriores;
  • Uso de medicamentos;
  • Estilo de vida;
  • Ciclos menstruais.

São solicitados exames como:

  • Hormônios (FSH, LH, estradiol, AMH);
  • Ultrassonografia transvaginal;
  • Avaliação uterina;
  • Espermograma.

Essa etapa define o protocolo. Cada paciente tem um plano próprio. FIV não é tratamento padronizado.

  1. Estimulação ovariana

Durante aproximadamente 9 a 12 dias, são utilizadas medicações hormonais injetáveis para estimular o crescimento de múltiplos folículos no mesmo ciclo.

O acompanhamento é feito com:

  • Ultrassonografias seriadas;
  • Exames hormonais.

Quando os folículos atingem o tamanho adequado, aplicamos uma medicação que promove a maturação final dos óvulos. A coleta acontece cerca de 36 horas depois.

  1. Coleta dos óvulos (punção)

A aspiração folicular é um procedimento rápido, realizado sob sedação. Com auxílio de ultrassom vaginal, os folículos são aspirados e os óvulos enviados ao laboratório.

No mesmo dia, ocorre a coleta do sêmen. A maioria das pacientes apresenta apenas desconforto leve no dia seguinte.

  1. Fertilização e cultivo embrionário

No laboratório, os óvulos podem ser fertilizados de duas formas:

  • FIV convencional: os óvulos são colocados junto aos espermatozoides;
  • ICSI: um único espermatozoide é injetado diretamente dentro do óvulo. Essa é a técnica mais utilizada nos dias de hoje.

Após a fertilização, os embriões permanecem em cultivo em incubadora por 5 a 7 dias.

Após formados, esses embriões são congelados para serem transferidos no ciclo subsequente (ou quando for mais conveniente para o casal). As transferências de embrião fresco, sem congelamento, são muito pouco realizadas na prática atual.

Antes de serem congelados, é possível fazer uma biópsia e retirar algumas células desses embriões para que seja realizado o teste genético pré-implantacional (PGT), quando indicado.

  1. Transferência embrionária

A transferência é um procedimento simples e geralmente indolor. Um cateter fino deposita o embrião no interior do útero.

Atualmente, priorizamos a transferência eletiva de embrião único (eSET) para reduzir riscos de gestação múltipla.

  1. O exame de gravidez

E 9 dias após a transferência, é realizado o exame de sangue Beta-hCG quantitativo. Esse costuma ser um período difícil. É comum sentir ansiedade, expectativa e insegurança. Essa fase faz parte da jornada.

E o apoio emocional?

A infertilidade pode ser uma experiência intensa. Decisões médicas, expectativas e resultados geram impacto emocional real.

Buscar apoio psicológico durante a FIV não é sinal de fragilidade. É parte do cuidado integral.

Além disso, é importante dizer que a FIV pode ser  uma jornada de altos e baixos e, portanto,  é fundamental que você se sinta confiante e segura com o médico e o laboratório que escolheu para que não haja questionamentos e insegurança caso um momento de baixa se aproxime.

Quem é a Dra. Paula Marin?

A Dra. Paula Marin é médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia, com atuação em Reprodução Humana Assistida.

Seu trabalho é pautado em três pilares:

  • Capacidade técnica: atualização constante e protocolos individualizados baseados em evidências científicas;
  • Cuidado: escuta ativa, acolhimento e respeito à história de cada paciente;
  • Clareza: explicação detalhada de cada etapa do tratamento, para que nenhuma decisão seja tomada sem compreensão.

A FIV não começa na punção. Começa na compreensão do seu corpo e das suas possibilidades.

Conclusão

A jornada da fertilização in vitro não é apenas técnica. Ela envolve planejamento, ciência, estratégia e cuidado emocional.

Entender cada etapa reduz o medo do desconhecido.

Se você está considerando a FIV ou quer entender se ela é indicada para o seu caso, o primeiro passo é informação clara.

Cada história merece um plano individualizado. E cada decisão deve ser tomada com consciência.

 

 

Autor

  • Especialista em Reprodução Humana Assistida, meu objetivo é ajudar mulheres a realizarem o sonho da maternidade no tempo certo — seja agora ou no futuro. Mais do que protocolos, ofereço acolhimento, escuta e planos reprodutivos personalizados, com destaque para o congelamento de óvulos.

    CRM-SP 129377 • RQE: 69162 • RQE: 691621

Dra. Paula Marin

Especialista em Reprodução Humana Assistida, meu objetivo é ajudar mulheres a realizarem o sonho da maternidade no tempo certo — seja agora ou no futuro. Mais do que protocolos, ofereço acolhimento, escuta e planos reprodutivos personalizados, com destaque para o congelamento de óvulos.

CRM-SP 129377 • RQE: 69162 • RQE: 691621